Você já congelou um vinho?

misiones_de_rengoRodrigo Leitão

Em outubro de 2007 eu comecei a ler o livro O Mais Completo Guia Sobre Vinhos, que o meu pai me deu antes de morrer, do inglês Philip Seldon. Entre outras dicas preciosas que desmitificam o mundo dos vinhos, uma em especial me chamou atenção. Ele congelou uma garrafa de vinho por 28 anos e foi bebendo ao longo desse tempo. No livro, o Seldon garante que pouco ou quase nada se perde do vinho congelado e que você pode descongelar beber e recongelar aquele vinho.

Depois eu descobri, em Brasília, uma pessoa que tinha feito isso, a Ivana Gasparetto, dona e chef do restaurante Patú Anu. Ela também leu esse livro e repetiu a experiência. A Ivana também não viu quase nenhuma diferença no vinho depois de congelado e descongelado.

 

Então eu me aventurei nesse processo e congelei uma garrafa de Misiones de Rengo (foto), um bom vinho chileno que você encontra na faixa de R$ 30. Em Brasília está disponível no Empório Trio Gastronomia, na 213 Sul. Quem me indicou esse vinho foi o meu amigo, e jornalista, Wellington Cajé.

Eu comprei duas garrafas da safra 2004 do Carmenére Misiones de Rengo. Congelei uma, um ano e meio depois, eu descongelei e bebi. A outra eu guardei para comparar.

O processo é assim: você deve abrir uma garrafa de vinho e tomar uma taça, para saber como ele é. Aí congela. Pra congelar, você deve vedar muito bem a garrafa. Pode até utilizar a mesma rolha, mas deve cobri-la com papel filme para não deixar passar ar. Se entrar ar durante o congelamento a experiência não vai dar certo. O vinho vai oxidar, virar vinagre.

Espere por um ano, no mínimo. Depois descongele a bebida. Pra isso, é preciso tirar o vinho do freezer e deitá-lo por 8 horas na geladeira. Aí prove a experiência.

O ideal é você guardar uma garrafa, como eu fiz, da mesma safra para provar e comparar. Eu fiz isso e posso garantir que a diferença é praticamente imperceptível.

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